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Consultórios Médicos> Oncologia revisada
Novidades e avanços no tratamento oncológico 
Há alguns anos, uma das principais preocupações dos profissionais da área de oncologia era tornar o tratamento do câncer cada vez mais humanizado, focando no cuidado com o paciente e em sua qualidade de vida, e atentando, de forma individualizada, para as necessidades específicas de cada um. Pesquisas ligadas ao câncer de mama e ao de pulmão têm apresentado importantes avanços nesse sentido, como comprovaram os trabalhos expostos no Congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), realizado em junho, em Chicago (EUA).
Entre os estudos em câncer de mama, por exemplo, se destacaram trabalhos que avaliaram o papel de cirurgias mais conservadoras para o tratamento desta entidade. Um deles confirmou que não é necessário operar a axila das pacientes quando o principal gânglio axilar que recebe a drenagem da mama acometida (linfonodo sentinela) estiver normal, prática já recomendada pelos profissionais da Oncomed-BH. Outro avaliou a possibilidade de não esvaziar a axila nas pacientes com um único linfonodo sentinela acometido e tumores iniciais. Apesar de um segmento curto deste segundo estudo, os resultados parecem favoráveis e a opção de preservar a axila pode ser discutida com as pacientes. Também em câncer de mama, foi observado como a obesidade, que atualmente já é associada a um maior risco para o desenvolvimento da doença, pode diminuir a eficácia do tratamento com hormônios. O estudo constatou que as pacientes obesas apresentam piores resultados quando tratadas com Anastrozol, um inibidor da aromatase – uma enzima que converte androgênios, hormônios masculinos, em estrógenos, hormônios femininos –, comparando-se com as que receberam Tamoxifeno. Acredita-se que haja influência do tecido adiposo em excesso – obesidade –, comprometendo a disponibilidade terapêutica da medicação Anastrozol. Mais uma razão para mantermos a orientação atual de controle rigoroso de peso neste grupo de pacientes.
Em relação ao câncer de pulmão, um estudo importante, o Torch Trial, avaliou uma medicação oral, conhecida como Erlotinib, como primeira opção terapêutica. Os pacientes que utilizaram o novo tratamento tiveram resultados inferiores aos que receberam o tratamento standard. Ainda sobre pulmão, constatado que o estado clínico do paciente, e não a sua idade, é o fator mais importante para determinar a boa resposta a um tratamento oncológico, um estudo mostrou ausência de benefício em tratar com a terapia oral Erlotinib os pacientes debilitados e sem condições clínicas de receberem quimioterapia; em contrapartida, pacientes idosos, mas com bom estado de saúde, apresentam benefícios com esquemas quimioterápicos combinados, comparados a drogas isoladas, o que já era estabelecido para os pacientes mais jovens. Estes são apenas alguns destaques entre os inúmeros estudos apresentados em Chicago. Cada vez mais, podemos observar que o tratamento personalizado e humanizado é fundamental para o sucesso de qualquer abordagem terapêutica.  (Vanessa Oliveira - Estado de Minas)



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